Duplica Sudoeste propõe faixas adicionais na BR-116 como solução emergencial até 2030
O movimento Duplica Sudoeste, liderado por José Maria Caires, divulgou uma nota pública nesta segunda-feira (07) alertando para o atraso no processo de duplicação da BR-116, trecho entre o entroncamento de Belo Campo e a cidade de Planalto, no Sudoeste da Bahia.
Segundo José Maria, o edital de concessão da rodovia ainda não foi publicado. Com isso, a duplicação só deve começar efetivamente por volta de 2030 — e, mesmo após iniciado, o contrato da futura concessionária prevê até oito anos para a conclusão das obras.
Diante da lentidão no processo, o movimento propõe uma solução emergencial: a execução imediata de faixas adicionais, seguindo as orientações do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito). A medida é reconhecida como eficaz para melhorar a fluidez e a segurança no trânsito, especialmente em rodovias de pista simples com tráfego intenso de veículos pesados.
As faixas adicionais permitiriam que caminhões e carretas trafeguem com menor velocidade na faixa da direita, facilitando ultrapassagens mais seguras pela faixa da esquerda. A proposta é considerada viável e mais econômica até que a duplicação definitiva seja realizada.
O movimento afirma já ter mantido conversas com o DNIT, que demonstrou concordância com a proposta e confirmou ter capacidade técnica para executá-la. A intervenção depende agora da dotação orçamentária por parte do Ministério dos Transportes.
Como exemplo de medida similar bem-sucedida, o movimento cita o trecho entre Ilhéus e Itabuna, onde a criação de faixas adicionais reduziu congestionamentos e melhorou a trafegabilidade.
“A luta pela duplicação não vai parar, mas não podemos esperar até 2030 para garantir mais segurança aos usuários da BR-116. É preciso agir agora”, conclui José Maria Caires.