Cúmplice de ex-pastor é condenado por duplo homicídio brutal motivado por disputa religiosa
Um dos cúmplices do ex-pastor Edimar no assassinato brutal de Marcielene e Ana Cristina foi condenado em julgamento recente, em Vitória da Conquista. O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese do Ministério Público, que apontou que o crime foi cometido por motivo torpe, com extrema crueldade e sem chance de defesa para as vítimas.

Segundo a acusação, o assassinato foi premeditado e motivado por uma ruptura religiosa. Marcielene, que era uma das líderes da igreja de Edimar, rompeu com o então pastor, fundou um novo templo e levou parte dos fiéis. A perda de seguidores teria levado Edimar a planejar a morte da ex-colega como vingança. Para executar o plano, ele contou com a ajuda de Fábio e Adriano — este último foi o réu julgado agora.
Durante o ataque, ocorrido em 19 de janeiro de 2016, as vítimas foram perseguidas até uma estrada entre Vitória da Conquista e Barra do Choça. Carlos Eduardo, marido de Marcielene, foi sequestrado e espancado, mas conseguiu fugir. Já Marcielene e sua sobrinha Ana Cristina foram levadas a um local isolado e mortas a pedradas. Laudos apontaram que os golpes na cabeça foram tão violentos que os corpos ficaram irreconhecíveis.

Adriano, preso no dia seguinte ao crime, confessou a participação e confirmou que o plano foi arquitetado por Edimar. Durante o julgamento, o Ministério Público reforçou que Adriano agiu com plena consciência e intenção, executando o assassinato de forma cruel.
A defesa tentou anular o julgamento alegando falhas no processo, como a ausência do depoente Carlos Eduardo no júri e problemas técnicos que impediram a reprodução de seu depoimento gravado. Mesmo assim, a juíza Ivana Pinto Luz considerou que não houve prejuízo à ampla defesa, e a sentença foi mantida.
Adriano, assim como Edimar e Fábio, segue condenado e deve cumprir pena em regime fechado.