O Agente Secreto”, de Wagner Moura, é escolhido para representar o Brasil no Oscar
O Brasil já tem seu representante para o Oscar 2026: o filme “O Agente Secreto”, dirigido e estrelado pelo baiano Wagner Moura. A produção, que tem como pano de fundo a ditadura militar brasileira, é o segundo longa nacional em poucos anos a revisitar esse período da história, reforçando a importância da memória política no cinema.
A escolha tem grande peso cultural e político. O filme mergulha em temas de resistência, censura e perseguição, abrindo espaço para novas discussões sobre democracia e direitos humanos, justamente em um momento de forte polarização no país.

Mas a indicação também traz repercussões. Wagner Moura, conhecido por posicionamentos críticos ao autoritarismo, já vem sendo alvo de ataques de parlamentares de extrema direita, que o acusam de “militância ideológica”. Para especialistas, isso evidencia como a arte continua sendo um território de disputa e reafirma o papel do cinema em provocar reflexões sobre o passado e o presente do Brasil.
Com a força de sua narrativa e a projeção internacional do Oscar, “O Agente Secreto” promete não só representar o país, mas reacender o debate sobre memória e democracia no cenário mundial.
Veja o trailer: