Descubra quem são os 12 empregadores incluídos na ‘lista suja’ do trabalho escravo na Bahia
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta terça-feira (7) a nova versão da “lista suja” de empregadores que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão. A atualização inclui 159 nomes, sendo 101 pessoas físicas e 58 jurídicas, um aumento de 20% em relação à última lista.
Na Bahia, 12 empregadores foram incluídos por manter 67 trabalhadores em condições sub-humanas, em cidades como Jacobina, Correntina, Ibititá, Santa Inês, Salvador, Maiquinique, Sento Sé e Barreiras.
Segundo o MTE, a inclusão só ocorre após processo administrativo com direito à defesa, e os nomes ficam publicados por dois anos.
A advogada Juliana Costa Pinto alerta para os impactos: “Dano à imagem, restrição de crédito, impedimento de contratar com o poder público e pressão social e comercial”. Ela explica que trabalho análogo à escravidão envolve força, jornada exaustiva, condições degradantes ou servidão por dívida, com pena de 2 a 8 anos e possível responsabilização civil.
Entre os nomes da Bahia estão: Gildo Mota de Almeida Pedreira, Gilson Luiz Alves de Jesus, João Eraldo Moreira da Silva, Laelson Ferreira de Oliveira, Milton Hartmann, José Simões Amaral, José Wilson Nunes Moura, Laurencio Rios dos Santos, Orlando Emmanuel de Castro Cavalcante Barbosa, Orlando Pessoa Primo, André Silva de Souza e Ronaldo Batista Ferreira.