Embate político marca início de 2026 em Brasília, diz Jaques Wagner
O ano de 2026 começa sob forte tensão política no Congresso. Em entrevista ao A TARDE, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirmou que o veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria era inevitável e afastou qualquer chance de pacificação com a oposição. Segundo ele, crimes contra a democracia não cabem anistia nem indulto.
Wagner reconheceu que a oposição pode tentar derrubar o veto após o recesso, mas lembrou que a votação será aberta e dependerá da reação da sociedade. “Ninguém vai pacificar. Oposição é oposição”, cravou.
O senador também minimizou críticas internas pela tramitação do projeto no Senado, disse não se arrepender e afirmou que o governo fez sua parte. Sobre 2026, avaliou que a eleição será polarizada, com Bolsonaro ainda detendo forte capital eleitoral, e defendeu a continuidade da chapa Lula-Alckmin.
Na Bahia, Wagner afirmou que a tendência é manter a chapa com Jerônimo Rodrigues à reeleição e ele e Rui Costa ao Senado, classificando a composição como “extremamente forte”.