Fim do período de adaptação da Zona Azul reacende debate sobre execução do sistema
A retomada das cobranças da Zona Azul em Vitória da Conquista, após o fim do período de adaptação, reacendeu questionamentos entre motoristas, não sobre a rotatividade das vagas, mas sobre a forma como o sistema voltou a ser aplicado.
A rotatividade é reconhecida como necessária para organizar o uso do espaço público e garantir acesso às vagas em áreas de grande demanda, especialmente no comércio central. O problema apontado pelos usuários está na execução do modelo.
O período de adaptação, estabelecido após críticas às mudanças implementadas no fim de 2025, foi encerrado em 31 de dezembro. Sem comunicação prévia sobre o fim da fase educativa ou novas orientações, passaram a valer integralmente as regras do Decreto nº 23.999/2025.
Entre as exigências estão o pagamento exclusivamente digital, o limite de até duas horas por vaga, sem renovação imediata, e a aplicação da Tarifa de Pós-Utilização (TPU), no valor de R$ 60, para quem não registra o estacionamento dentro do prazo.
Motoristas relatam dificuldade principalmente pela ausência de aviso oficial e pela falta de um prazo razoável para regularização, o que afeta usuários sem acesso imediato à internet ou recursos financeiros. Em caso de não pagamento, a cobrança pode ultrapassar R$ 190 com acréscimos.
A crítica central não é ao princípio da cobrança, mas à falta de previsibilidade, informação clara e transição adequada. Até o momento, a Prefeitura de Vitória da Conquista não se manifestou oficialmente sobre ajustes no sistema ou novas medidas de orientação à população.