Acessibilidade pela metade: cadeirantes denunciam risco em faixa de pedestres de Conquista
Vitória da Conquista tem cerca de 24 mil pessoas com algum tipo de deficiência, segundo dados do Censo do IBGE, e para muita gente a mobilidade na cidade ainda é um desafio diário.
Nossa equipe foi provocada por um cadeirante a verificar um problema grave de acessibilidade na Rua Francisco Santos, em frente a um centro empresarial. No local, a faixa de pedestres tem rampa de acesso apenas de um lado da via. Do outro, o que existe é apenas o meio-fio alto, sem qualquer adaptação.

Na prática, quem usa cadeira de rodas até consegue descer para atravessar a rua, mas não consegue subir na calçada do outro lado.
O resultado é perigoso: cadeirantes acabam sendo obrigados a seguir pela rua, passando entre carros e motos, ficando expostos ao risco de atropelamento.
A situação chama atenção porque a legislação brasileira garante acessibilidade universal em espaços públicos, e a própria norma técnica exige que toda faixa de pedestres com rampa tenha acesso correspondente do outro lado da via.

Em uma cidade do porte de Vitória da Conquista, que é referência regional em serviços e saúde, erros básicos de acessibilidade ainda acontecem.
Fica aqui o alerta e a cobrança: que a Prefeitura faça uma vistoria no local e corrija o problema com urgência.
Porque acessibilidade não é detalhe de obra — é direito de ir e vir com segurança.