Coelba tem contrato antecipado por 30 anos, lucra R$ 5 bilhões e decisão gera revolta na Bahia
A renovação da concessão da Neoenergia Coelba virou centro de uma grande polêmica. A distribuidora, responsável pelo fornecimento de energia na Bahia, teve o contrato renovado pelo governo federal, de forma antecipada, por mais 30 anos e sem necessidade de pagamento imediato pela renovação. Até aí, o assunto já chamou atenção. Mas um outro dado aumentou ainda mais a repercussão: a empresa registrou lucro de quase R$ 5 bilhões no último ano.
O caso ganhou força porque milhares de consumidores seguem reclamando de contas altas, interrupções no fornecimento e demora em atendimentos técnicos em várias regiões baianas. Nas redes sociais e entre lideranças políticas, muita gente questiona como uma concessionária que lucra bilhões consegue renovar a operação sem repassar valores aos cofres públicos no momento da assinatura.
Especialistas do setor explicam que a renovação segue um novo modelo criado pelo governo para garantir continuidade no serviço e exigir metas mais rígidas das distribuidoras. Entre as obrigações previstas estão ampliação de investimentos, modernização da rede elétrica, redução de quedas de energia e melhora no atendimento ao consumidor.
Mesmo assim, a medida divide opiniões. Defensores afirmam que o mais importante é assegurar energia estável e investimentos imediatos. Já críticos dizem que faltou contrapartida financeira e maior cobrança diante do lucro bilionário apresentado pela companhia.
Na prática, o que o consumidor quer saber é simples: a conta vai baixar? O serviço vai melhorar? As quedas de energia vão diminuir? Enquanto essas respostas não chegam, a discussão só aumenta.
Na Bahia, onde milhões de pessoas dependem diariamente da Coelba, o tema promete continuar no centro do debate entre governo, empresa, órgãos reguladores e população.