Oposição sim, sabotagem não
Os fatos da semana podem ser analisados sob muitos ângulos, mas um deles merece atenção especial: Vitória da Conquista não ganha nada quando parte do debate público se resume à torcida contra. Divergência é legítima, fiscalização é necessária e crítica séria faz bem à democracia. O problema começa quando a crítica deixa de apontar caminhos e passa a apenas desejar tropeços.
E o que esperar de uma cidade como Vitória da Conquista? Qual é a real necessidade desse povo? Eu até me arriscaria dizer que a cidade quer resultado, não birra. Que essa gente quer obra, não intriga. Quer futuro, não ressentimento. E nesta semana, para desespero dos profetas do caos, o noticiário foi cruel com eles: sobrou realidade e faltou revanche.
Foi uma semana politicamente simbólica em Vitória da Conquista, especialmente para a prefeita Sheila Lemos. Em poucos dias, três fatos relevantes recolocaram a gestora no centro do debate público: a confirmação de sua elegibilidade pelo Supremo Tribunal Federal, a aprovação da Comenda 2 de Julho pela Assembleia Legislativa da Bahia e o aval da Câmara Municipal de Vitória da Conquista para criação de 64 novos cargos na estrutura da Prefeitura.
Primeiro, veio de Brasília a pá de cal em uma novela que já cansava até os figurantes: o Supremo Tribunal Federal confirmou a elegibilidade de Sheila. Traduzindo para o bom português: quem apostou em tapetão, atalhos e manobras de bastidor vai precisar procurar outro hobby. Mais uma vez a Justiça falou. E falou alto.
Já a homenagem aprovada na Alba tem peso.
Reconhece a trajetória política da prefeita e reforça sua presença no cenário estadual. Claro que honrarias sempre dividem opiniões: uns enxergam mérito administrativo, outros veem gesto político. Faz parte do rito.
Na Câmara, a criação de novos cargos talvez seja o tema de efeito mais prático — e também o mais sensível. A Prefeitura argumenta necessidade de modernização administrativa e reforço da capacidade operacional. Críticos questionam impacto financeiro e cobram transparência sobre critérios e resultados. É um debate legítimo e necessário, tanto para quem defende, quanto para quem critica.
No entanto, é preciso lembrar que Vitória da Conquista precisa de oposição responsável, capaz de cobrar resultados e apresentar alternativas. Precisa de debate qualificado, não de polêmica fabricada em série. Precisa de gente interessada em resolver problemas, não em colecionar crises para consumo diário.
Quem governa deve entregar. Quem fiscaliza deve propor. Quem faz política precisa compreender que uma cidade inteira não pode ficar refém de vaidades pessoais ou disputas menores.
O que chama atenção é o contraste da semana. Enquanto parte da oposição apostava no desgaste judicial e em turbulências políticas, o governo saiu fortalecido institucionalmente. Isso não significa ausência de problemas, nem cheque em branco para a gestão. Significa apenas que, nesta rodada, os fatos sorriram mais para o Paço Municipal do que para os gabinetes da crítica.
Enquanto uns ainda insistem em secar, a cidade segue precisando de algo bem mais útil: gestão, trabalho e futuro.
Então é isso… Sheila pontuou. Mas o campeonato segue em andamento.