Conquista pode ter 262 mil eleitores, mas divisão de votos ameaça força política da cidade em 2026
Vitória da Conquista deve ultrapassar, em 2026, a marca de 262 mil eleitores, consolidando-se como um dos maiores colégios eleitorais do interior da Bahia — e, ao mesmo tempo, escancarando um velho problema: a pulverização de votos.
Levantamento do jornalista Giorlando Lima projeta que, mantidos os padrões de abstenção e votos inválidos de 2022, cerca de 195 mil votos válidos estariam em disputa para deputado federal e 196 mil para estadual.
O dado mais revelador vem na divisão: se todos os votos fossem distribuídos igualmente entre os atuais pré-candidatos locais, cada nome teria pouco mais de 16 mil votos para federal e cerca de 21 mil para estadual.
Na prática, números insuficientes para garantir eleição — o que evidencia um cenário clássico de Conquista: muitos candidatos, muitos votos… e pouca representatividade efetiva.
Hoje, são pelo menos 12 pré-candidatos à Câmara dos Deputados e 9 à Assembleia Legislativa, um contingente menor que em 2022, mas ainda fragmentado.
A conta é simples — e dura: sem concentração de votos, a cidade corre o risco de repetir o roteiro de outras eleições, ajudando a eleger candidatos de fora enquanto dilui sua própria força política.