Quase três anos após eleição, Lula ainda não visitou Vitória da Conquista e cidade cobra presença do governo federal
Vitória da Conquista deu mais de 111 mil votos a Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. Foi uma vitória ampla, consolidada no segundo maior colégio eleitoral do interior da Bahia. Mas, quase três anos depois do retorno do petista ao Palácio do Planalto, a pergunta que ecoa no sudoeste baiano é simples: onde está o presidente?
Enquanto Lula multiplica agendas em Salvador, Camaçari e cidades estratégicas da Região Metropolitana, Vitória da Conquista segue fora do roteiro presidencial. Nem visita oficial, nem grandes anúncios, nem obras estruturantes capazes de alterar a realidade econômica da região. O município, que movimenta saúde, comércio e educação para dezenas de cidades do interior, continua esperando investimentos federais robustos que nunca chegam.
A ausência chama ainda mais atenção diante dos problemas históricos da cidade. O aeroporto segue sem a expansão prometida de operações. A duplicação de rodovias estratégicas continua travada. O déficit habitacional cresce. A saúde regional vive sobrecarga constante. E os projetos federais anunciados para o sudoeste baiano seguem mais fortes no discurso do que no concreto.
Nos bastidores políticos, cresce a avaliação de que Conquista perdeu peso em Brasília. A cidade que já foi vitrine eleitoral virou apenas estatística de votação. Lula volta à Bahia mais uma vez nesta semana, agora para Camaçari. Vitória da Conquista, novamente, assiste tudo de longe — como quem ajudou a eleger, mas ficou esquecida depois da apuração das urnas.