Piso para médicos e dentistas pode custar R$ 26 bilhões aos municípios
A criação de um piso salarial nacional para médicos e cirurgiões-dentistas acendeu o alerta nas prefeituras brasileiras. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a medida pode gerar um impacto de quase R$ 26 bilhões por ano nos cofres municipais.
O projeto estabelece salário mínimo de R$ 13.662 para jornadas de 20 horas semanais. Embora a proposta seja vista como uma valorização dos profissionais, prefeitos argumentam que não há garantia de recursos suficientes para bancar o aumento.
Na prática, o temor é que muitas prefeituras sejam obrigadas a aumentar despesas sem receber dinheiro novo do governo federal. Isso poderia comprometer investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
A principal crítica dos municípios não é ao piso em si, mas à falta de definição sobre quem vai pagar a conta. O projeto ainda será analisado pela Câmara dos Deputados.