O que falta em Conquista? A lista o governo já conhece
“Viemos perguntar à população o que está faltando”, disse o governador Jerônimo Rodrigues durante a plenária do Programa de Governo Participativo em Vitória da Conquista.
A frase chama atenção. Não pela pergunta, mas pelo endereço.
Porque, em Vitória da Conquista, a população responde essa mesma pergunta há anos. E nem precisa de plenária.
Faltam os viadutos ao longo do Anel Viário. Falta uma solução definitiva para o acesso ao aeroporto. Falta avançar na duplicação da BR-116. Falta ampliar a oferta de leitos hospitalares. Falta água em comunidades rurais. Falta voos que conectem Conquista a Salvador. Falta resposta para obras prometidas que seguem no ritmo da espera.
O curioso é que boa parte dessas demandas não surgiu agora. Elas estão na pauta da cidade há vários governos estaduais e já foram levadas, inúmeras vezes, ao próprio Palácio de Ondina.
Ouvir a população é sempre bem-vindo. Mas, em Conquista, talvez a pergunta mais adequada fosse outra: o que, daquilo que já foi prometido, finalmente vai sair do papel?
Porque diagnóstico a cidade já tem. O que falta, muitas vezes, é tratamento.
E, convenhamos, depois de tantos encontros, audiências e plenárias, o conquistense já parece menos interessado em responder perguntas e muito mais em ouvir datas, prazos e entregas. Afinal, demanda reprimida não precisa de consulta popular. Precisa de solução.