Derrota de Waldenor deixa Conquista sem deputado federal eleito e abre nova disputa por espaço político
A não reeleição de Waldenor Pereira (PT) para a Câmara dos Deputados produz um efeito direto sobre a representação política de Vitória da Conquista em Brasília. Depois de quatro mandatos consecutivos como deputado federal, o município não terá, a partir de 2027, um parlamentar eleito diretamente pela cidade ocupando uma cadeira na Câmara.
Waldenor recebeu 96.378 votos em toda a Bahia, sendo 33.269 em Vitória da Conquista, mas terminou a disputa na segunda suplência da Federação Brasil da Esperança.
O resultado não significa que Conquista perdeu peso eleitoral, mas reduz, pelo menos inicialmente, sua representação federal direta. A cidade continuará contando com deputados baianos que receberam votos no município, mas sem um nome com mandato federal identificado politicamente com a cidade.
A ausência abre uma nova disputa por espaço. Em Brasília, será necessário reconstruir uma representação capaz de articular recursos, emendas, obras e demandas de Vitória da Conquista e do Sudoeste junto ao governo federal.
Possível novo caminho para Waldenor
A derrota nas urnas, porém, pode não significar o afastamento de Waldenor da política institucional.

O nome do petista passou a ser especulado nos bastidores para assumir a Secretaria da Educação da Bahia no segundo mandato do governador Jerônimo Rodrigues, reeleito neste domingo.
A eventual escolha teria um componente político importante para Vitória da Conquista. A cidade, uma das maiores do estado, há anos busca ampliar sua presença no primeiro escalão do governo baiano. Uma eventual nomeação de Waldenor recolocaria uma liderança diretamente vinculada ao município em uma das principais secretarias do Estado.
O nome também tem relação direta com a área. Professor universitário e ex-reitor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) por dois mandatos, Waldenor atualmente integra a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.
A Secretaria da Educação está atualmente sob comando interino de Marcius de Almeida Gomes, professor da Uneb e gestor com trajetória na área educacional.
Não há, até o momento, confirmação pública de que Jerônimo tenha definido Waldenor para o cargo.
Se a escolha ocorrer, entretanto, a eventual nomeação poderia produzir um movimento curioso no cenário político de Conquista: a cidade perderia um deputado federal eleito, mas poderia ganhar um representante no primeiro escalão do governo estadual.
Seria uma mudança de espaço, e não necessariamente o fim da influência política de Waldenor.
Para Vitória da Conquista, a questão central permanece: quem ocupará o espaço deixado na Câmara dos Deputados e quem terá força política para representar os interesses do município em Brasília nos próximos quatro anos?