Procon investiga rede hospitalar da Unimed em Conquista; operadora nega descredenciamento
Se não houve descredenciamento, o que mudou na assistência aos pacientes? A pergunta ganha força após o Procon de Vitória da Conquista abrir uma investigação preliminar para apurar possíveis irregularidades nas mudanças envolvendo a rede hospitalar da Unimed do Sudoeste.
O órgão quer esclarecer se houve comunicação prévia aos beneficiários e à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), além de verificar possíveis impactos nos atendimentos de urgência, emergência e internação. O período analisado vai de 1º de setembro a 5 de outubro de 2026.
Em nota, a Unimed nega ter descredenciado hospitais. A operadora afirma que houve apenas uma mudança na gestão do Hospital Andro, unidade própria, e atribui a interrupção de serviços à decisão unilateral de um prestador, que, segundo a empresa, não teria avisado previamente.
A operadora garante que o Andro mantém os serviços assistenciais e anuncia duas novidades: pronto atendimento adulto e leitos de UTI. Também informa que o Hospital IBR passou a integrar sua rede, que inclui ainda o HCC e o Hospital Unimec.
A explicação, porém, não encerra as dúvidas que motivaram a investigação. Se a rede continua funcionando normalmente, como afirma a Unimed, o Procon precisa esclarecer quais mudanças ocorreram na prática, se os pacientes foram devidamente informados e se houve interrupção ou dificuldade de acesso aos serviços contratados.
Para quem paga um plano de saúde, a discussão vai além de uma disputa entre empresas. O que importa é saber onde será atendido quando precisar de um hospital — principalmente em uma emergência.
A investigação está em fase preliminar e não significa que irregularidades tenham sido comprovadas. Mas a pergunta permanece: a rede hospitalar mudou sem prejuízo aos usuários ou os pacientes ficaram no meio de uma disputa sobre quem deveria prestar o atendimento? É isso que o Procon precisa esclarecer.