Antes de ser incendiada, Paloma era impedida de sair de casa e visitar familiares, diz irmã
Família relata comportamento controlador e agressões anteriores; suspeito de tentativa de feminicídio foi preso em Vitória da Conquista.
A jovem Paloma da Silva Gomes, de 21 anos, que teve 30% do corpo queimado em Vitória da Conquista, vivia um relacionamento marcado por controle e agressões, segundo relatos de familiares.
De acordo com a irmã da vítima, Geysiane Pedrosa, o namorado, Saymon Santos Silva, de 18 anos, impedia Paloma de sair de casa, visitar familiares e utilizar livremente o próprio celular. Ele também controlava suas redes sociais.
A família afirma que o comportamento já provocava preocupação e que a jovem havia sofrido agressões anteriores.
O ataque aconteceu no bairro Morada Real, após uma discussão relacionada à tentativa de Paloma de terminar o relacionamento. Segundo os relatos, o suspeito teria jogado gasolina sobre a jovem e ateado fogo enquanto ela estava de costas.
Paloma sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus e foi transferida para Salvador, onde permanece em tratamento.
Saymon se apresentou à Polícia Civil nesta quinta-feira (29), acompanhado de um advogado. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva, cumprido na Delegacia de Homicídios.
O caso é investigado como tentativa de feminicídio. O suspeito permanece à disposição da Justiça.