Com Zé Ronaldo fora, Sheila e Zé Cocá travam disputa pela vice de ACM Neto
A disputa pela vaga de vice na chapa de ACM Neto ao governo da Bahia em 2026 esquentou — e ganhou novos contornos de tensão nos bastidores após a saída de Zé Ronaldo do páreo.

Ao descartar a possibilidade de integrar a chapa, o prefeito de Feira de Santana tirou da mesa um nome considerado de consenso dentro da oposição. A consequência foi imediata: abriu-se um duelo político direto entre duas forças do interior baiano.

De um lado está Sheila Lemos, prefeita de Vitória da Conquista e principal liderança da oposição no sudoeste da Bahia. Do outro, o prefeito de Jequié, Zé Cocá, que ganhou força nos últimos meses graças à sua articulação com prefeitos e lideranças regionais.
Nos bastidores, aliados de Neto já admitem que a disputa virou uma verdadeira queda de braço político.
De um lado, pesa o tamanho eleitoral de Vitória da Conquista — terceira maior cidade da Bahia e reduto estratégico para qualquer projeto estadual. Do outro, o grupo de Zé Cocá argumenta que o prefeito de Jequié poderia ampliar o alcance da oposição em diversas regiões do interior, especialmente no médio Rio de Contas.

A disputa, porém, não é apenas territorial. Há também cálculo político.
Se Neto optar por Sheila Lemos, consolida uma base forte no sudoeste e reforça a presença feminina em uma chapa majoritária. Mas se escolher Zé Cocá, sinaliza uma estratégia de expansão política no interior, apostando na capacidade de articulação do prefeito de Jequié.
Enquanto isso, a indefinição alimenta especulações e pressões dentro da própria oposição. Lideranças regionais começaram a se movimentar, cada uma tentando empurrar seu favorito para mais perto da vaga.
Nos bastidores da política baiana, o comentário já corre solto:
a vaga de vice virou o principal campo de disputa dentro do grupo de ACM Neto.
E a pergunta que começa a ganhar força é inevitável:
Neto vai premiar a força política de Conquista ou apostar no avanço estratégico de Jequié?