Como fazer justiça? Vereador questiona fuga de suspeito após morte de professora
A morte da professora Maria Elza Teixeira, atropelada em Vitória da Conquista, continua gerando forte repercussão.
Na sessão da Câmara desta sexta-feira, o vereador e repórter Ricardo Gordo cobrou respostas e denunciou o que chamou de “porta aberta para a impunidade”.
Segundo o vereador, essa situação exige respostas urgentes por parte das forças de segurança pública. “Como fazer justiça se o principal suspeito saiu pela porta da frente do hospital, antes mesmo do flagrante?”, questionou o edil.
O parlamentar lembrou que esse não é um caso isolado. Ele ainda relembrou o atropelamento que matou o pequeno Riquelme, atingido por um carro em alta velocidade numa rua residencial, e também a morte do líder político Noeci Salgado, atropelado na Avenida Otávio Santos, no centro da cidade.
O pronunciamento do vereador ecoa em meio a números preocupantes. De janeiro a agosto deste ano, Vitória da Conquista registrou mais de 1.500 acidentes com vítimas — um aumento de quase 23% em relação ao mesmo período do ano passado.Os acidentes sem vítimas também cresceram, passando dos 1.700 registros.
A maior parte das ocorrências envolve motociclistas, categoria que sozinha apresentou um crescimento de quase 34% nos sinistros com feridos.
Enquanto as estatísticas sobem, os casos de fuga e impunidade continuam desafiando as autoridades.
E a pergunta do vereador — “como fazer justiça?” — segue sem resposta nas ruas e avenidas de Vitória da Conquista.