Congresso esquece Bolsonaro, escala crise com Lula e põe em risco agenda do governo
A crise entre o Congresso Nacional e o governo federal ganhou novos capítulos nesta quarta-feira, 26, e já ameaça a agenda prioritária do Planalto. O clima azedou após a ausência dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, na cerimônia de sanção da isenção do Imposto de Renda — um gesto interpretado como sinal claro de distanciamento político.
A avaliação em Brasília é de que o Congresso decidiu deixar de lado embates envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e agora concentra sua pressão diretamente sobre o governo Lula. A leitura é de que, com a crise aberta, votações estratégicas podem travar nos próximos dias, incluindo projetos econômicos considerados essenciais pelo Executivo.
Nos bastidores, parlamentares afirmam que a insatisfação envolve liberação de emendas, articulação política e divergências sobre pautas sensíveis. Líderes alertam que, sem recompor o diálogo, o governo terá dificuldade para avançar com medidas estruturantes ainda este ano.
O Planalto, por sua vez, tenta minimizar a tensão e reforça que mantém interlocução aberta com o Legislativo. Entretanto, o impasse já acende o sinal amarelo para a governabilidade.