Dr. Wagner diz que é preciso construir consenso dentro do grupo político da prefeita Sheila
A movimentação política em Vitória da Conquista começa a ganhar novos contornos com a possível pré-candidatura do advogado Dr. Wagner Alves à Assembleia Legislativa da Bahia. O nome, que até então circulava nos bastidores como especulação, foi dado como certo por alguns veículos de comunicação da região.
Em conversa com a nossa reportagem, Dr. Wagner disse que recebeu de maneira muito positiva os apoios espontâneos de algumas lideranças políticas da cidade e que apesar de contar com o aval da sua companheira e Prefeita Sheila Lemos, a pré-candidatura será construída coletivamente, ouvindo principalmente os integrantes do próprio grupo.
A pré-candidatura do advogado, que já atuou como procurador da Câmara Municipal e da Prefeitura, reacende uma discussão antiga em Conquista: a necessidade de representação territorial autêntica no legislativo estadual.
A possível entrada de Wagner na disputa, no entanto, impõe uma mudança de rota no cenário eleitoral local. Afinal, até então, o grupo da prefeita vinha alinhado com candidaturas de diversos deputados, alguns de fora da cidade, e boa parte dos vereadores da base já firmaram apoios anteriores. O surgimento de um nome com força interna e vínculo direto com a cidade pode provocar realinhamentos e tensões nas alianças atuais.
Com um discurso que mistura experiência nos bastidores e compromisso com a cidade, Dr. Wagner tenta se posicionar como uma alternativa ao modelo tradicional de representatividade importada, que historicamente tem se mostrado ineficaz na defesa dos interesses regionais. O movimento sinaliza uma tentativa clara de resgatar o protagonismo político local na Assembleia Legislativa, onde Conquista, apesar de seu peso econômico e populacional, ainda carece de voz ativa.
Se o projeto vai decolar ou não, ainda é cedo para afirmar. Mas o fato de surgir, já movimenta peças importantes do tabuleiro político conquistense, com potencial para redesenhar o mapa de apoios para 2026 — e, quem sabe, iniciar uma nova fase na política regional.