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Editorial: Conquista entrega sua força a deputados de fora

12 de abril de 2026

Vitória da Conquista se aproxima de mais uma eleição decisiva — e, mais uma vez, corre o risco de repetir um erro que já virou padrão: votar muito e representar pouco.

A cidade tem força. Tem eleitorado. Tem densidade política para eleger dois, até três deputados estaduais. Mas, eleição após eleição, vê esse potencial escorrer pelas mãos. Não por falta de voto — mas por falta de estratégia.

Hoje, o cenário está posto. De um lado, nomes consolidados como José Raimundo Fontes, com base fiel e estrutura consolidada. Do outro, candidaturas em ascensão, como Wagner Alves, que se apoia na força do grupo governista. No meio desse tabuleiro, surgem alternativas como Marcos Adriano, Lara Fernandes, Marcus Vinícius e Diogo Azevedo, cada um tentando ocupar seu espaço.

Mas há um problema central: todos disputam a mesma base eleitoral, enquanto uma parcela significativa dos votos simplesmente deixa a cidade.

Na última eleição, mais de 130 mil votos de conquistenses ajudaram a eleger deputados de fora. É como se Vitória da Conquista tivesse aberto mão, voluntariamente, de uma cadeira na Assembleia Legislativa. Uma cadeira que poderia significar mais recursos, mais influência, mais voz.

E por que isso acontece?

Porque o voto não é apenas uma escolha individual — ele é também resultado de articulação. Vereadores, lideranças comunitárias e estruturas de campanha acabam direcionando apoios para candidatos já consolidados em outras regiões. É uma lógica pragmática, mas que cobra um preço alto: o enfraquecimento político da própria cidade.

Enquanto isso, os pré-candidatos locais enfrentam uma corrida desigual. Para se eleger, cada um precisa atingir algo entre 60 e 90 mil votos — às vezes mais, dependendo da força do partido.

No caso específico de Marcos Adriano, a aposta nessa articulação entre PDT, PRD e Podemos é clara: fugir da lógica tradicional, em que candidatos precisam entre 60 e 90 mil votos para se eleger. Com uma chapa mais competitiva e maior volume coletivo de votos, o próprio candidato avalia que poderia conquistar uma vaga com algo entre 25 e 30 mil votos — desde que o bloco alcance o quociente eleitoral e ele esteja entre os mais bem posicionados internamente.

No entanto, sem coordenação, esses votos do eleitorado conquistense se fragmentam. E voto fragmentado, no sistema proporcional, é voto desperdiçado.

O desafio, portanto, não é apenas eleitoral. É político.

Vitória da Conquista precisa decidir se continuará assistindo à dispersão da sua força ou se será capaz de construir uma estratégia mínima de convergência. Não se trata de eliminar candidaturas, mas de dar racionalidade ao processo. De reduzir a pulverização. De conter a exportação de votos. De transformar volume eleitoral em representação concreta.

Porque, no fim das contas, a matemática é simples — e implacável:

votos concentrados elegem deputados; votos dispersos elegem outros.

Se nada mudar, o roteiro já é conhecido: a cidade vota, mas não leva. Participa, mas não decide. Contribui, mas não colhe.

A eleição de 2026 não será apenas mais uma disputa por cadeiras. Será um teste de maturidade política.

E a pergunta que fica é direta:

Vitória da Conquista quer continuar forte nas urnas — ou quer, finalmente, ser forte no poder?

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