Estatais federais registram déficit recorde de R$ 2 bilhões em setembro, aponta Banco Central
Resultado é o pior para o mês desde o início da série histórica, em 2001; saldo negativo acumulado em 2026 já chega a R$ 8,5 bilhões.
As empresas estatais federais registraram déficit primário de R$ 2 bilhões em setembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (29). O resultado é o pior para o mês, em valores nominais, desde o início da série histórica, em 2001.
O saldo negativo é superior ao registrado em setembro do ano passado, quando o déficit foi de R$ 751 milhões.
De janeiro a setembro de 2026, o déficit acumulado chegou a R$ 8,5 bilhões, contra R$ 6,3 bilhões no mesmo período de 2025.
Entre as empresas que enfrentam dificuldades financeiras estão os Correios, que registraram prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e passam por um processo de reestruturação. A estatal também obteve autorização para contratar um empréstimo de R$ 7 bilhões com garantia do Tesouro Nacional.
O Banco Central ressalta que o déficit primário não representa necessariamente prejuízo contábil, pois pode incluir despesas com investimentos.
O levantamento não considera os resultados da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
Os números divulgados ampliam a atenção sobre a situação financeira das empresas públicas e a gestão de seus recursos no próximo mandato do presidente Lula.