Hospital explica fuga de condutor envolvido em atropelamento da professora Maria Elza, e PRF promete nota oficial sobre o caso
O Complexo Hospitalar de Vitória da Conquista (CHVC) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) se manifestaram sobre o caso que envolve o atropelamento da professora Maria Elza Teixeira, ocorrido na faixa de pedestres em Vitória da Conquista. O condutor da motocicleta, que não possuía habilitação e estava com o veículo irregular, foi levado ao hospital após o acidente, mas evadiu-se da unidade antes de concluir o atendimento médico.
Em nota, o CHVC afirmou que o atendimento prestado ao paciente seguiu as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), assegurando o atendimento integral e igualitário, inclusive a pessoas sob investigação policial.
O hospital confirmou que o homem deixou o local “lúcido e orientado, alegando estar bem e recusando o tratamento terapêutico hospitalar”. A direção destacou que a unidade não tem poder de contenção ou detenção, e que a custódia de pacientes sob investigação é de responsabilidade exclusiva das autoridades policiais.
“O CHVC presta atendimento de urgência e emergência e comunica, quando cabível, às forças de segurança competentes. A unidade não realiza triagem prévia quanto à existência de pendências judiciais dos usuários do SUS, pois essas informações não integram os protocolos de atendimento do sistema de saúde”, diz a nota.
O comunicado reforça ainda que o hospital mantém canal permanente de comunicação com as forças policiais, respeitando os limites legais, éticos e administrativos da assistência pública em saúde.
Já a Polícia Rodoviária Federal (PRF), responsável pelo registro da ocorrência, informou por meio de sua chefia de comunicação na 8ª Delegacia, em Vitória da Conquista, que está ciente do caso e que uma nota oficial será divulgada nesta sexta-feira (17) pela Superintendência Regional da Bahia.