Médicos denunciam atrasos salariais em Itapetinga e crise pode afetar atendimento regional
A crise na saúde pública de Itapetinga volta a acender o sinal de alerta no sudoeste baiano. Médicos que atuam na rede municipal denunciaram novos atrasos no pagamento dos salários e da ajuda de custo destinada aos profissionais contratados pelo programa federal Mais Médicos. A situação, segundo os trabalhadores, já provoca insegurança entre as equipes e ameaça o funcionamento de serviços essenciais da cidade.
Entre os profissionais afetados estão anestesistas, obstetras, pediatras, médicos da UPA, equipes do SAMU 192, coordenadores de serviços e trabalhadores da atenção básica. Muitos deles relatam dificuldades financeiras diante da falta de pagamento e afirmam que a situação se repete após um histórico de atrasos registrado nos últimos anos.
Em 2024, médicos ligados ao SUS em Itapetinga chegaram a passar os meses de novembro e dezembro sem receber salários. Agora, os profissionais afirmam que o problema voltou a acontecer, atingindo inclusive os médicos do Mais Médicos, que aguardam o repasse da ajuda de custo prometida pela administração municipal.
Mesmo diante do cenário, os trabalhadores seguem mantendo os atendimentos para evitar prejuízos ainda maiores à população. Nos bastidores, porém, cresce o temor de paralisações ou redução nos serviços de saúde, o que pode gerar impacto direto em Vitória da Conquista, principal cidade de referência da região e responsável por absorver pacientes de municípios vizinhos em situações de colapso.
O problema dos atrasos, inclusive, não é exclusivo de Itapetinga. Em Vitória da Conquista, médicos que atuam no Hospital São Vicente relatam que ainda aguardam, para o próximo dia 22 de maio, o pagamento referente ao mês de janeiro.
Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Itapetinga ainda não havia se pronunciado sobre as denúncias feitas pelos profissionais da saúde.