Sheila Lemos reforça que solução da drenagem depende de parceria com governos Estadual e Federal
O forte temporal do último domingo (9) voltou a causar transtornos em Vitória da Conquista, especialmente no bairro Jurema, onde casas foram alagadas e moradores perderam pertences. O episódio reacendeu o debate sobre os desafios da drenagem urbana — um problema que ultrapassa gestões e exige investimentos bilionários e ações integradas entre os três níveis de governo.
Em meio à repercussão, a prefeita Sheila Lemos (UB) reafirmou o compromisso da atual administração com o planejamento responsável e o uso estratégico dos recursos públicos. Segundo ela, o empréstimo de R$ 400 milhões enviado para apreciação da Câmara de Vereadores não é a solução imediata para a drenagem, mas parte de um projeto de crescimento sustentável para o município.
“Esse financiamento precisa ser pago. Não é dinheiro a fundo perdido. Então, temos que investir em áreas que gerem desenvolvimento, movimentem a economia e aumentem a arrecadação — para que o município tenha condições de continuar investindo”, explicou Sheila.
A prefeita também lembrou que as obras de macrodrenagem exigem valores muito acima da capacidade financeira da Prefeitura, e que a solução definitiva depende de recursos e apoio técnico dos governos Estadual e Federal.
“Para resolvermos definitivamente o problema dos canais e ampliar a capacidade de drenagem, precisaríamos de algo entre R$ 400 e R$ 500 milhões — um investimento que só é possível com a união de esforços”, afirmou.
Mesmo reconhecendo os desafios, a gestão destaca avanços em infraestrutura e pavimentação de bairros, que melhoram a mobilidade urbana, valorizam áreas da cidade e criam condições para atrair novos empreendimentos — gerando emprego, renda e, consequentemente, maior arrecadação para o município.

Na Câmara, vereadores como Luís Carlos Dudé (UB) defendem que parte do empréstimo também contemple intervenções em drenagem, mas concordam que a responsabilidade não pode recair apenas sobre o poder municipal.
“É uma obra cara e necessária, mas precisa da participação do Governo Federal e do Governo do Estado. É uma missão que deve ser compartilhada”, afirmou Dudé.
A gestão argumenta que, enquanto busca parcerias para grandes obras estruturais, é essencial garantir investimentos em setores que fortaleçam a economia local e mantenham as contas equilibradas — condição indispensável para que Conquista continue crescendo e se desenvolvendo de forma sustentável.