STJ condena desembargadora do TJ-BA a quase 15 anos por venda de sentenças
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça condenou a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, do Tribunal de Justiça da Bahia, a 14 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Faroeste.
A decisão também determina a perda do cargo público. Segundo a investigação, o grupo recebia propina para favorecer empresários do agronegócio em decisões judiciais relacionadas à grilagem de terras no oeste da Bahia.
O julgamento marca a primeira condenação de mérito na Operação Faroeste, deflagrada em 2019. Também foram condenados o juiz aposentado Sérgio Humberto Sampaio, o empresário Adailton Maturino dos Santos, a mulher dele, Geciane Maturino, e o advogado Ricardo Augusto Três.
As penas variam de 10 anos e nove meses a 21 anos e sete meses de prisão. A filha da desembargadora, a cantora Amanda Santiago, foi absolvida. As defesas devem recorrer.