Suplência de Wagner muda de rumo e deixa Quinho fora do centro das articulações
Até outro dia, o noticiário político parecia ter encontrado um roteiro pronto: Jaques Wagner disputaria a reeleição para o Senado e o ex-prefeito de Belo Campo, Quinho Tigre, aparecia como nome forte para a suplência. O próprio Quinho confirmou que havia sido sondado e que as conversas estavam acontecendo.
Mas eis que a novela deu uma reviravolta digna de horário nobre.
Agora, quem surge com força total é a deputada federal Lídice da Mata. Aliados de Wagner garantem que ela já teria aceitado o convite e que a suplência “só não será dela se desistir”.
E aí surge a pergunta que ecoa pelos corredores da política do sudoeste:
E Quinho?
Há poucas semanas era tratado como peça importante no quebra-cabeça da chapa governista. Hoje parece personagem daqueles filmes em que alguém desaparece no meio da história e ninguém explica o motivo.
Talvez esteja valendo a velha máxima da política baiana: quem aparece muito cedo na foto corre o risco de ficar de fora da moldura.
Enquanto isso, Belo Campo observa. Vitória da Conquista observa. O PSD observa. E Quinho provavelmente também observa.
Porque, na política, a suplência é como vaga de estacionamento em dia de festa: quando você acha que encontrou uma, descobre que alguém chegou primeiro.
E, pelo andar da carruagem, a placa da vaga parece estar sendo pintada com outro nome.