Atrasos salariais em Encruzilhada viram disputa de narrativas entre prefeitura e redes sociais
A novela dos salários atrasados em Encruzilhada ganhou novos capítulos depois que uma página de fofoca no Instagram expôs a insatisfação de servidores da saúde. O prefeito Pedrinho reagiu, dizendo que herdou dois meses de salários não pagos da gestão anterior e que não havia dinheiro em caixa para quitar a dívida sem comprometer o orçamento.
Na prática, isso significa que os trabalhadores ficam no meio do fogo cruzado: de um lado, a alegação de que a culpa é da administração passada; de outro, a recomendação para que procurem a Justiça se quiserem receber o que é deles por direito.
A prefeitura faz questão de frisar que os salários da gestão atual estão sendo pagos até antes do vencimento — e que não há, segundo ela, má vontade ou descaso com os servidores. A nota oficial também criticou a tentativa de associar o problema ao governador Jerônimo Rodrigues e a deputados, dizendo que eles nada têm a ver com a dívida herdada.
O problema é que, para quem está com a conta de luz vencendo e a geladeira esvaziando, pouco importa se a culpa é do prefeito passado, do presente ou de quem quer que seja. O que pesa é a realidade: dinheiro para propaganda política e outdoors sempre aparece na região, mas para quitar dívidas trabalhistas, a cidade parece viver uma seca de recursos.
No fim, o servidor continua na mesma: trabalhando, esperando… e assistindo a política local gastar mais energia com a própria imagem do que com o bolso de quem mantém a máquina pública funcionando.