Coronel fora do jogo? Suplência surge como plano B na chapa de 2026
Angelo Coronel ficou com o que deu: suplência e uma promessa condicionada à reeleição de Lula. Promessa, aliás, com prazo indefinido e muitos “ses”. O vídeo enxugando gelo não foi metáfora, foi aviso prévio. Pouco depois, Otto Alencar cravou: o PSD segue com Jerônimo, Coronel estando ou não na vitrine da chapa.
A tal “chapa imbatível” do PT, com Wagner e Rui, sempre teve roteiro conhecido. Dois ex-governadores para o Senado e reforço a um governador ainda em ajuste fino. O martelo só não caiu antes para manter aliados em banho-maria e preservar a encenação.
Coronel tentou tudo: ampliou bases, costurou prefeitos, ganhou peso no Senado e até acenou com candidatura avulsa. Gastou capital político e saiu com o ônus de quem foi aceito, não desejado, em 2018.
Para a oposição, a chapa puro-sangue é o alvo ideal: 20 anos no poder, mesmos rostos, mesma conta. Risco existe, claro, sobretudo com Lula competitivo e a força do 13. Mas o discurso do “legado herdado” já não convence como antes.
Entre o esquecimento e a suplência com chance de ascensão temporária, Coronel escolheu o seguro. Depois de tanto gelo enxugado, pendurar a toalha pode ser apenas pragmatismo.