Pagamentos de R$ 49 milhões do Governo da Bahia ao Banco Master entram no radar político
Uma informação divulgada na imprensa nacional colocou o governo da Bahia no centro de um novo debate político. Dados do Portal da Transparência indicam que a gestão do governador Jerônimo Rodrigues realizou mais de 200 pagamentos que somam cerca de 49 milhões de reais ao Banco Master entre os anos de 2023 e 2026.
Segundo o levantamento, foram 207 transferências relacionadas a operações envolvendo precatórios do Fundef, recursos ligados a decisões judiciais na área da educação. Essas operações funcionam como uma antecipação financeira: o banco adquire o direito de receber valores futuros e depois recebe quando o pagamento é liberado.
O volume das operações chama atenção. Só em 2024, os repasses teriam somado aproximadamente 47 milhões de reais.
Até aqui, os pagamentos aparecem regularmente registrados nos sistemas oficiais de transparência, e esse tipo de operação existe no mercado financeiro. Mesmo assim, o assunto ganhou repercussão porque o Banco Master tem sido alvo de investigações e polêmicas no cenário nacional.
Outro elemento que ampliou o debate político foi a divulgação de contratos de consultoria ligados ao banco envolvendo figuras públicas, entre elas o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, adversário político do grupo que governa a Bahia.
Por enquanto, não há indicação de ilegalidade nas operações, mas a divulgação dos números levantou questionamentos no meio político: por que o volume de operações foi concentrado nesse banco e quais foram exatamente as condições dessas transações.
O tema agora entra no radar do debate público e deve continuar repercutindo nos próximos dias na política baiana.