Crise de gigantes acende alerta sobre saúde da economia brasileira
Os pedidos de recuperação da Casas Bahia e da Braskem, anunciados em um intervalo de duas semanas, ampliaram o sinal de alerta sobre o ambiente econômico do país. Juntas, as empresas tentam renegociar aproximadamente R$ 74 bilhões em dívidas.
O problema, porém, não se limita às duas companhias. O número de empresas em recuperação judicial passou de 3,8 mil, em 2023, para mais de 6,3 mil neste ano. Segundo a Serasa Experian, 9,1 milhões de negócios estão inadimplentes — a maioria formada por micro e pequenas empresas.
A combinação de juros elevados, crédito mais caro e aumento da inadimplência atinge diferentes setores, do varejo ao agronegócio. Ao mesmo tempo, permanece o impasse entre governo e Banco Central: a equipe econômica atribui parte do déficit aos juros, enquanto o BC aponta o crescimento dos gastos públicos como obstáculo à redução da Selic.
Especialistas afirmam que as dificuldades das grandes empresas não são episódios isolados, mas sintomas de uma economia que precisa enfrentar seus desequilíbrios fiscais e financeiros — independentemente do resultado das eleições.