Três vereadores de Conquista perderam o mandato na Justiça Eleitoral em pouco mais de quatro anos
Um levantamento publicado pelo jornalista Giorlando Lima chama atenção para uma sequência incomum na política de Vitória da Conquista: em pouco mais de quatro anos, três vereadores perderam o mandato por decisões da Justiça Eleitoral.
Os casos envolvem Orlando Filho, Natan da Carroceria e, agora, Diogo Azevedo, mas as razões são diferentes.
Orlando Filho perdeu o mandato em 2022 depois que a Justiça Eleitoral reconheceu fraude à cota de gênero na chapa do PRTB nas eleições de 2020. Com a anulação dos votos da legenda, houve mudança na composição da Câmara.
Em 2025, foi a vez de Natan da Carroceria. A Justiça Eleitoral reconheceu fraude à cota de gênero na chapa do Avante nas eleições de 2024. A decisão levou à anulação dos votos do partido e à perda do mandato do vereador, com alteração na composição da Câmara.
Agora, em 2026, o caso é o de Diogo Azevedo, que chegou à Câmara como o vereador mais votado da eleição de 2024, com 6.017 votos.
Diferentemente dos outros dois casos, Diogo perdeu o mandato por infidelidade partidária. Ele deixou o União Brasil, partido pelo qual foi eleito, e se filiou ao PSDB. O TRE da Bahia entendeu que não houve justa causa para a mudança de legenda e manteve a perda do mandato.
A Câmara já deu posse a Alisson da Educação, que ocupa a vaga deixada por Diogo. A defesa, porém, ainda pretende recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral.
Os três episódios mostram situações distintas, mas têm uma consequência em comum: decisões da Justiça Eleitoral modificaram a composição da Câmara de Vitória da Conquista depois das eleições.