Júri do caso Sashira começa entre pedido de condenação e questionamentos da defesa sobre investigação
O julgamento de Marcos Vinícius Botelho Fernandes de Almeida, acusado de envolvimento no assassinato de Sashira Camilly, começou nesta quarta-feira, em Feira de Santana, sob dois discursos opostos: de um lado, a família da vítima cobra responsabilização; do outro, a defesa tenta lançar dúvidas sobre a condução e a exposição pública das investigações.
Os advogados da família afirmam que esperam a condenação do acusado pelos crimes atribuídos no processo. Sashira tinha 19 anos quando foi morta, em Vitória da Conquista, em 2021. Outro réu, Rafael de Souza Lima, já foi condenado a 22 anos e cinco meses de prisão.

No plenário, um investigador relatou que Marcos teria demonstrado menos arrependimento e citou a apreensão de itens da vítima na casa do acusado. A defesa, então, questionou a projeção pública e as posteriores trajetórias políticas de delegados que atuaram no caso.
É uma linha de defesa. Caberá agora aos jurados separar a repercussão pública do caso das provas apresentadas em plenário.