Caso Master abre crise no STF e aumenta pressão sobre Moraes no Senado
As mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro abriram uma nova crise no Supremo e ampliaram a pressão política sobre o ministro Alexandre de Moraes.
Os registros indicam que Vorcaro procurou Moraes em busca de ajuda diante das investigações sobre o Banco Master. O material também revelou que o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, foi contratado para atuar em processos judiciais, administrativos e inquéritos policiais. O acordo previa 36 parcelas de R$ 3 milhões.
O escritório afirmou que Moraes foi consultado apenas sobre possíveis impedimentos jurídicos e que o ministro nunca julgou processos envolvendo o banco.
Relator do caso, André Mendonça determinou que a PF aprofundasse a apuração. A decisão provocou um confronto com Moraes. Segundo o Metrópoles, os dois discutiram duramente em um gabinete, mas a versão sobre uma possível agressão não foi confirmada oficialmente.
A Procuradoria-Geral da República pediu a anulação da investigação. Paulo Gonet argumenta que Mendonça não poderia autorizar sozinho uma apuração contra outro ministro e que o caso deveria ser submetido ao plenário do STF.
No Congresso, a oposição anunciou novos pedidos de impeachment e ameaça obstruir votações. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, porém, sinalizou que não pretende avançar com os processos e afirmou que já existem 109 pedidos contra integrantes do Supremo.