Deputado preso continua recebendo salário e já consumiu quase R$ 500 mil da Assembleia da Bahia
O deputado estadual Binho Galinha, preso há mais de seis meses sob acusação de chefiar uma organização criminosa, continua custando caro ao contribuinte baiano. Mesmo atrás das grades, ele já consumiu quase meio milhão de reais dos cofres da Assembleia Legislativa da Bahia.
O dinheiro vem de duas fontes: o salário parlamentar, de cerca de R$ 35 mil por mês, e também da chamada verba indenizatória, usada para despesas do mandato — mandato este que ele simplesmente não exerce, porque está preso.
E o absurdo não para aí. Há registros de pagamentos para serviços de divulgação política e assessoria, mesmo com o parlamentar recolhido em uma cela no Complexo da Mata Escura, em Salvador.
Na prática, a máquina pública continua funcionando para um deputado que não participa de sessões, não apresenta projetos e não representa ninguém.
Tudo isso é possível por causa de uma brecha legal: como a prisão é preventiva e não há condenação definitiva, o mandato permanece intacto.