Esaú Matos nega uso político de cirurgias após acusação contra Wagner Alves
Fundação afirma que pacientes são encaminhados pela regulação do SUS e que procedimentos não dependem de indicação, apoio ou voto
A Fundação Pública de Saúde de Vitória da Conquista, responsável pelo Hospital Municipal Esaú Matos, negou que as cirurgias realizadas na unidade estejam vinculadas a candidaturas ou indicações políticas. A manifestação ocorre após a vereadora Lara Fernandes (Republicanos) acusar o candidato a deputado estadual Wagner Alves (União Brasil) de oferecer procedimentos em troca de votos.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (9), a Fundação afirmou que as cirurgias eletivas fazem parte do atendimento regular do Sistema Único de Saúde. Por ser referência materno-infantil e em saúde da mulher, o Esaú Matos realiza procedimentos principalmente nas áreas de ginecologia e pediatria.
Segundo a instituição, a ampliação da oferta ocorre por meio do Programa Mais Acesso a Especialistas e da estratégia de Ampliação do Acesso a Procedimentos Eletivos, prevista na Resolução CIB nº 49/2026. A medida teria como objetivos reduzir o tempo de espera e atender à demanda reprimida do SUS.
A Fundação declarou que os pacientes chegam ao hospital pelos fluxos oficiais de regulação e são selecionados conforme critérios técnicos e assistenciais.
“A realização dos procedimentos não está condicionada a indicação política, manifestação de apoio, voto ou qualquer outra forma de vinculação político-partidária”, informou.
A nota sustenta que o aumento das cirurgias resulta de uma política pública e não de uma iniciativa criada durante o período eleitoral. O comunicado, porém, não informa se foi aberta apuração interna para verificar os episódios específicos mencionados pela vereadora.
Lara afirmou na Câmara Municipal ter recebido denúncias de que cirurgias e atendimentos estariam sendo usados para beneficiar a candidatura de Wagner, mas ainda não apresentou publicamente documentos ou testemunhos que comprovem a acusação.
Wagner também negou qualquer oferta de serviços em troca de votos, chamou a declaração de “mentirosa” e anunciou que apresentará uma queixa-crime contra a parlamentar. Até o momento, não foi divulgado comprovante do protocolo da medida judicial.