O teste de força de Wagner Alves no sudoeste
O apoio do ex-prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge, é mais um capítulo de um movimento que vem chamando a atenção nos bastidores da política regional. Aos poucos, Wagner Alves tem reunido apoios de lideranças políticas de diferentes cidades do sudoeste baiano, numa tentativa de ampliar a influência do grupo para além de Vitória da Conquista.
O peso dessas articulações não pode ser ignorado. Afinal, Wagner conta com a estrutura política da prefeita Sheila Lemos, reeleita em 2024 com 116.488 votos, a maior votação da história do município para o cargo.
Além disso, a estratégia passa pela aproximação com ex-prefeitos e lideranças tradicionais da região, entre eles Rodrigo Hagge, de Itapetinga, e nomes ligados ao cenário político de Brumado. A intenção é construir uma candidatura com identidade regional, apoiada em pautas como infraestrutura, saúde, segurança pública e fortalecimento da economia do sudoeste.
Ao mesmo tempo, o grupo enfrenta um desafio considerável. Apoios políticos são importantes, mas não representam, necessariamente, transferência automática de votos. A eleição de 2026 colocará à prova a capacidade de transformar alianças em capital eleitoral.
Nos bastidores, a leitura é simples: a articulação existe, a tração política é visível e o projeto começa a ganhar contornos regionais. A grande incógnita é saber se esse movimento será suficiente para romper a barreira das lideranças já consolidadas na política baiana.