Roma vê desgaste para Flávio, mas aposta na força da oposição na Bahia
O presidente estadual do PL, João Roma, afirmou que a decisão do Republicanos de adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial representa um obstáculo para a campanha de Flávio Bolsonaro. A avaliação foi feita em meio às articulações partidárias que marcaram o encerramento do período de convenções.
Apesar disso, Roma demonstrou confiança na construção da aliança oposicionista na Bahia, destacando a prioridade dada à formação de uma frente estadual liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.
A posição do Republicanos evidencia uma diferença entre os cenários nacional e estadual. Enquanto a neutralidade da legenda reduz o alcance da candidatura de Flávio Bolsonaro e dificulta a ampliação da base de apoio do PL, na Bahia a avaliação é de que a oposição mantém capacidade de articulação, independentemente dos movimentos realizados em Brasília.
Nos bastidores, a leitura é de que a chapa liderada por ACM Neto continuará concentrando esforços na formação de uma ampla aliança regional, reunindo lideranças do União Brasil, do PL, do PP e de outras siglas alinhadas ao campo oposicionista.
Ainda assim, a falta de um alinhamento nacional mais consistente pode trazer desafios. A principal preocupação é a possibilidade de divergências entre as estratégias adotadas no plano federal e as alianças construídas no estado.
Na prática, a neutralidade do Republicanos representa um revés para Flávio Bolsonaro, mas não altera, ao menos por enquanto, a estratégia da oposição baiana, que aposta na força das lideranças locais e na consolidação de um projeto próprio para as eleições de 2026.